domingo, 25 de outubro de 2026
Cidades

Abastecimento no Alvorada vira apuração entre relatos de vizinhos e sistema da concessionária

Moradores de áreas do bairro Alvorada, em Manaus, relataram falta de água em mensagens compartilhadas na quarta-feira (30). Com os reservatórios vazios, algumas famílias disseram ter usado água de piscina e de aparelhos de ar-condicionado. Em resposta a consumidores, a Águas de Manaus afirmou não ter encontrado registro de manutenção em andamento na localidade e informou canais para atendimento.
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Moradores de áreas do bairro Alvorada, em Manaus, relataram falta de água há vários dias e tentaram reunir informações para identificar a extensão do problema. As queixas, compartilhadas na quarta-feira (30) em um grupo de vizinhos e nas redes sociais, mencionam os conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere.

Com os reservatórios domésticos esvaziados, alguns consumidores afirmaram ter recorrido à água de piscina e ao recolhimento da água liberada por aparelhos de ar-condicionado para realizar tarefas básicas. Nas mensagens, os moradores pedem uma explicação para a interrupção e uma previsão de retorno do abastecimento.

Moradores recorrem a alternativas dentro de casa

Uma moradora relatou, em um grupo de WhatsApp que reúne vizinhos da rua Cândido Honório, que a água retirada do aparelho de ar-condicionado estava sendo usada para lavar as mãos e acionar o vaso sanitário.

“Aqui estamos aparando água do ar-condicionado para lavar as mãos e colocar no vaso sanitário. E pagamos água cara”, escreveu.

Outra reclamação, publicada no Instagram, afirmou que a falta de abastecimento atingia o conjunto Juruá, o Ajuricaba e áreas próximas havia dias. De acordo com a publicação, algumas famílias já estavam com as caixas-d’água vazias e utilizavam água de piscina para necessidades básicas.

Os registros compartilhados não permitem determinar quando a interrupção começou, quantos imóveis foram afetados ou se a falta de água ocorria de forma contínua em todas as ruas citadas.

Mensagens tentam delimitar a área afetada

A extensão do problema passou a ser discutida pelos próprios moradores no grupo de vizinhos. Uma das mensagens mencionou uma residente da rua Antônio Plácido que também estaria sem abastecimento. O mesmo relato citou os conjuntos Ajuricaba e Belvedere.

A troca de informações mostra que os consumidores buscavam saber se a falta de água estava concentrada em alguns imóveis ou se atingia uma área mais ampla do bairro.

Imagens de comentários publicados nas redes sociais também apresentam queixas sobre abastecimento no Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, e no Parque dos Buritis. O material disponível não permite afirmar que essas ocorrências tenham relação com a interrupção relatada no Alvorada.

Concessionária não encontrou ocorrência registrada

Um morador afirmou ter telefonado para a Águas de Manaus na quarta-feira (30). Segundo ele, uma atendente informou que não havia registro de falta de água na área entre as ocorrências consultadas pela empresa.

“Liguei agora e falei com uma atendente. Nos registros deles, não consta falta d’água aqui na área”, relatou o consumidor.

Após a ligação, foi aberta uma ordem de serviço vinculada à matrícula do imóvel. O prazo informado para o atendimento era de até 24 horas.

Esse prazo não corresponde necessariamente a uma previsão de restabelecimento do abastecimento. No relato apresentado, não há confirmação de que a água retornaria nesse período nem de que a solicitação abrangeria outros imóveis com queixas semelhantes.

A informação sobre a ausência de ocorrência registrada foi apresentada enquanto moradores compartilhavam relatos de falta de água. O material disponível não esclarece de que maneira essas reclamações foram cadastradas ou classificadas no sistema da concessionária.

E-mail menciona consulta ao sistema e pedido de verificação

Em um e-mail enviado na manhã de quarta-feira, em resposta a uma reclamação de consumidor, a Águas de Manaus informou ter consultado o sistema da empresa e não encontrado registro de manutenção em andamento na localidade naquele momento.

Na mensagem, a concessionária pediu que o destinatário informasse se o imóvel continuava sem abastecimento. A partir dessa confirmação, seriam feitas verificações e providenciado o atendimento.

A resposta menciona a inexistência de manutenção registrada, mas não informa a causa da falta de água relatada pelo consumidor nem apresenta prazo para a normalização do serviço.

No mesmo e-mail, a empresa indicou canais de atendimento, entre eles o telefone e WhatsApp 0800 092 0195 e o chat disponível no site da concessionária.

Moradores também questionam as respostas recebidas

As reclamações não se limitaram à interrupção do fornecimento. No grupo de WhatsApp, uma pessoa afirmou que recebia respostas para os e-mails enviados, mas que a situação permanecia sem solução.

Outros participantes disseram ter a impressão de que as mensagens eram automáticas. Essa avaliação foi feita pelos moradores, e os registros apresentados não permitem confirmar se as respostas foram produzidas de forma automatizada.

Nas redes sociais, as cobranças também pediam que a concessionária verificasse o abastecimento nos conjuntos mencionados e nas ruas indicadas pelos consumidores.

Não há previsão geral de retorno informada

Até os relatos compartilhados na tarde de quarta-feira (30), moradores ainda informavam que continuavam sem água. As respostas apresentadas pela concessionária não trazem uma explicação para a interrupção nem uma previsão de restabelecimento que contemple todas as áreas citadas.

Também não foram apresentados, no material disponível, dados sobre o número de imóveis afetados, o início exato do problema ou a confirmação de que a falta de água ocorria de maneira uniforme nos conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere.